Eline van der Velden, responsável pela criação da atriz digital Tilly Norwood, afirmou ter recebido ameaças de morte após a repercussão negativa global do projeto. Desenvolvida para provocar debate sobre o impacto da inteligência artificial no entretenimento, a iniciativa gerou reação intensa, especialmente em Hollywood, onde agentes de talentos demonstraram interesse em contratar a personagem virtual.
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Reação da indústria e críticas de atores e sindicatos
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Quando Van der Velden anunciou que talent agents estavam interessados em assinar contratos com Tilly Norwood, a notícia causou revolta imediata entre atores e sindicatos. Figuras como Melissa Barrera, Mara Wilson e Ralph Ineson manifestaram publicamente sua desaprovação, assim como organizações representativas do setor, como a SAG-AFTRA e a Equity.
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Em um podcast, a atriz Emily Blunt resumiu a apreensão do meio artístico: “Good lord, we’re screwed.” (“Meu Deus, estamos ferrados.”)
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Objetivo artístico e reação inesperada
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Em entrevista ao The Guardian, Van der Velden explicou que seu intuito era justamente provocar reflexões e discussões sobre a transformação causada pela IA na arte e no mercado de atuação. Embora esperasse alguma resistência, ela se disse surpreendida pela intensidade do ódio e das ameaças recebidas.
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“As ameaças de morte e o ódio… minha nossa, muitas. Ainda continuam, mas em menor escala agora. Eu entendo totalmente a reação. Eu criei a Tilly para representar o medo – e para simbolizar essa mudança provocada pela IA como uma obra de arte, de certa forma. Era o espírito do tempo.”
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Tilly Norwood: um avatar com vida própria
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Tilly Norwood estreou no outono passado em um curta de comédia chamado AI Commissioner e possui perfis ativos nas redes sociais, como o Instagram, onde acumula 141 mil seguidores. A personagem é controlada por Van der Velden via captura de movimento, que permite interpretar diferentes papéis sem os custos e limitações comuns aos atores humanos, como cirurgias plásticas ou maquiagem.
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Segundo a criadora, Tilly pode ser vista como uma “gêmea digital” que oferece uma forma de liberdade artística e evita o peso da fama para o ator por trás da avatar. “Para alguns atores, isso pode ser uma bênção”, afirmou Van der Velden.
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Uso da IA na criação e futuros projetos
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A personagem foi criada com ferramentas públicas de IA, sem treinamento específico em dados particulares. A criadora destacou que, apesar da opacidade das bases de dados utilizadas, ela vê a tecnologia como uma oportunidade para construir sobre o legado humano e expandir as possibilidades criativas.
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Atualmente, Tilly Norwood participa de um videoclipe musical com letras geradas por chatbot de IA e está sendo desenvolvida para protagonizar uma micro série, recusando propostas para substituir atores reais em produções tradicionais.
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Reflexões sobre a transformação da indústria
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O caso de Tilly Norwood acende o debate sobre o futuro da atuação e da arte diante da inteligência artificial. Enquanto parte do setor teme a substituição do talento humano, outros enxergam novas formas de expressão e oportunidades para profissionais que desejam manter privacidade ou fugir da exposição pública.
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Links úteis
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