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  • iOS 27: os recursos práticos de IA que vão transformar seu iPhone além da Siri

    iOS 27: os recursos práticos de IA que vão transformar seu iPhone além da Siri

    iOS 27: os recursos práticos de IA que vão transformar seu iPhone além da Siri

    A grande estrela da WWDC foi a reformulação da Siri com IA, mas as funcionalidades de inteligência artificial que realmente vão impactar o dia a dia dos usuários de iPhone estão espalhadas de forma mais sutil pelo iOS 27. Em vez de pedir que as pessoas adotem uma nova Siri turbinada, a Apple está incorporando IA nos aplicativos e serviços que os usuários já conhecem.

    Divisão de conta no restaurante com Apple Cash

    Sabe aquela confusão na hora de dividir a conta? O iOS 27 resolve com um recurso baseado em Apple Intelligence: basta tirar uma foto do recibo da conta do restaurante. A IA extrai automaticamente os itens pedidos, quantidades, gorjeta e total. Você seleciona o que consumiu e envia a solicitação para o grupo no iMessage. Cada pessoa marca seus itens — podendo até dividir meio a meio — e paga com Apple Cash normalmente, com dois cliques.

    Senhas atualizadas automaticamente após vazamentos

    Com tantos vazamentos de dados, ter uma senha forte não é mais suficiente. O novo recurso de atualização de senhas do iOS 27 usa IA para agir de forma autônoma: identifica senhas comprometidas em vazamentos de dados e, sem que você precise fazer nada, navega de forma segura pelos sites, faz login e atualiza suas credenciais para versões novas e mais seguras.

    Sugestões inteligentes no iMessage

    O Mensagens ganha sugestões contextuais com um toque. Se um amigo pedir para você levar algo no encontro, o app sugere adicionar à lista de Lembretes. Se alguém pedir as fotos de um evento, a IA seleciona as imagens certas usando palavras-chave, localização e reconhecimento de pessoas. Se estiverem marcando um jantar, o app oferece adicionar ao Calendário. Tudo aparece como uma ferramenta útil no chat — nada de robôs falantes.

    Contexto em chamadas telefônicas

    Ligar para o atendimento ao cliente de uma companhia aérea e ficar desesperado procurando o código de reserva? No iOS 27, o recurso Call Context exibe automaticamente seu código de confirmação direto na tela da chamada, extraído do seu e-mail com total privacidade — tudo processado no dispositivo.

    Calendário com linguagem natural

    Adicionar eventos ao Calendário agora é tão simples quanto descrevê-los: “Almoço com Ana sexta ao meio-dia no restaurante italiano”. A IA extrai contatos, locais e cria o título sozinha, sem que você precise navegar por campos.

    Atalhos para todo mundo

    O app Atalhos sempre foi poderoso, mas intimidador para não-técnicos. No iOS 27, você descreve o que quer em português simples. Exemplos: configurar o alarme com base nos eventos do dia seguinte, abrir seus apps de produtividade ao conectar o teclado no iPad, ou enviar automaticamente seu horário de chegada ao parceiro quando sair do trabalho.

    Casa inteligente com notificações unificadas

    Cansado de 5 notificações quando seu parceiro chega em casa (portão, porta da garagem, entrada…)? O app Casa agora usa IA para condensar múltiplas ações em uma única notificação inteligente. A busca por clipes de eventos (como entregas) também ficou mais inteligente.

    Safari organiza abas por tema

    O navegador agora entende o que você está pesquisando e agrupa abas por assunto: viagem, trabalho, finanças. Os grupos aparecem no topo do navegador, com toda a privacidade preservada — o processamento acontece no dispositivo.

    Todos esses recursos já estão disponíveis no beta para desenvolvedores e chegam ao público geral no segundo semestre.

  • Nobel da Química John Jumper deixa o Google DeepMind e vai para a Anthropic

    Nobel da Química John Jumper deixa o Google DeepMind e vai para a Anthropic

    O mundo da inteligência artificial acaba de presenciar uma das movimentações de talentos mais significativas dos últimos anos. John Jumper, que dividiu o Prêmio Nobel de Química de 2024 com Demis Hassabis pelo desenvolvimento do AlphaFold, anunciou nesta sexta-feira (20) que está deixando o Google DeepMind após quase 9 anos para se juntar à rival Anthropic.

    Em uma publicação no X (antigo Twitter), Jumper expressou gratidão a Hassabis e à equipe do DeepMind:

    “Demis Hassabis arriscou de verdade ao me deixar liderar a equipe do AlphaFold apenas seis meses depois que terminei meu PhD, e toda a equipe do GDM me ensinou muito sobre como fazer ciência de verdade.”

    Ele acrescentou que o DeepMind “é um lugar especial” e que continuará animado para saber das descobertas incríveis que eles farão no futuro.

    O cérebro por trás do AlphaFold

    Jumper e Hassabis conquistaram o Nobel de Química em 2024 pelo trabalho revolucionário com o AlphaFold, um modelo de inteligência artificial capaz de prever a estrutura tridimensional de proteínas a partir de suas sequências genéticas. A ferramenta resolveu um desafio de 50 anos na biologia estrutural e acelerou drasticamente pesquisas em áreas como desenvolvimento de medicamentos e compreensão de doenças.

    Segundo a Bloomberg, Jumper também era peça-chave na equipe do Google que desenvolve ferramentas de codificação com IA — produtos que a empresa tem encontrado dificuldades para vender para o setor corporativo.

    Êxodo de talentos no DeepMind

    Jumper não é o único grande nome deixando o Google DeepMind esta semana. Noam Shazeer, cofundador da Character AI, também anunciou sua saída — mas, no caso dele, o destino é a OpenAI.

    As saídas simultâneas de dois pesquisadores de altíssimo calibre levantam questões sobre o momento atual do DeepMind e a capacidade da empresa de reter talentos em um mercado cada vez mais competitivo. A Anthropic, fundada em 2021 por ex-funcionários da OpenAI, tem se posicionado como um dos principais polos de pesquisa em segurança de IA, com foco em desenvolver sistemas confiáveis e alinhados com valores humanos.

    A chegada de um Nobel laureate como Jumper reforça a ambição da Anthropic de competir de igual para igual com OpenAI, Google e Meta na corrida pela inteligência artificial de ponta.

  • Reino Unido vai usar IA para verificar idade de requerentes de asilo mesmo sabendo que a tecnologia é falha

    Reino Unido vai usar IA para verificar idade de requerentes de asilo mesmo sabendo que a tecnologia é falha

    A verificação de idade já está por toda parte na internet — de restrições a redes sociais na Austrália a bloqueios de conteúdo adulto em mais da metade dos estados americanos. Mas agora uma das tecnologias centrais por trás dessas checagens está prestes a invadir o mundo offline, com consequências potencialmente devastadoras.

    A partir do próximo ano, o governo britânico planeja usar estimativa facial de idade (FAE, na sigla em inglês) — um sistema de inteligência artificial que escaneia o rosto e sugere quantos anos uma pessoa tem — para determinar a idade de requerentes de asilo que chegam às fronteiras do Reino Unido. Esta é considerada a primeira vez que um sistema do tipo é usado nesse contexto.

    Como funciona (e como falha)

    A tecnologia FAE analisa características faciais e as compara com padrões de envelhecimento em seu banco de dados de treinamento. Na teoria, deveria identificar se uma pessoa é maior ou menor de idade. Na prática, uma investigação conjunta da WIRED e Lighthouse Reports, em colaboração com o jornal The Independent, revelou que a realidade é bem diferente.

    Os repórteres obtiveram um relatório interno do governo britânico que detalha os testes das tecnologias FAE. O documento mostra que os sistemas confundem crianças com adultos com frequência e apresentam sérios vieses — especialmente contra os grupos que mais solicitam asilo ao Reino Unido.

    O que está em jogo

    Muitos requerentes de asilo chegam ao Reino Unido sem documentos que comprovem a idade. Se um menor de idade for incorretamente classificado como adulto por esse sistema de IA, as consequências são graves:

    • Perda de proteções legais específicas para crianças
    • Encarceramento em centros de detenção para adultos
    • Processos de asilo mais rigorosos e acelerados
    • Risco de deportação sem as salvaguardas previstas para menores

    Vieses documentados

    O relatório interno indica que a tecnologia tem desempenho particularmente ruim com pessoas de determinadas etnias — justamente os grupos que mais buscam asilo no Reino Unido. Isso ecoa problemas já conhecidos em sistemas de reconhecimento facial, que historicamente apresentam taxas de erro mais altas para pessoas não-brancas.

    A decisão do governo britânico de seguir adiante com a implementação, mesmo tendo acesso a esses dados, levanta questões sobre transparência, responsabilidade e os limites éticos da automação de decisões que podem mudar — ou destruir — vidas.

    Um alerta global

    O caso do Reino Unido serve como alerta para outros países que consideram adotar tecnologias semelhantes. A União Europeia, por exemplo, debate atualmente os limites do uso de reconhecimento facial em espaços públicos como parte do AI Act.

    Enquanto isso, a indústria de verificação de idade online continua crescendo aceleradamente, e a linha entre o mundo digital e o físico fica cada vez mais tênue. A pergunta que fica é: quantos erros um algoritmo pode cometer antes que decidamos que a vida de uma pessoa vale mais do que a conveniência da automação?


    Fonte: Ars Technica / WIRED

  • Siri AI na Prática: Um Assistente Inteligente e Prestativo

    Siri AI na Prática: Um Assistente Inteligente e Prestativo

    O novo Siri AI chegou — e pela primeira vez em anos, a Apple parece estar cumprindo o que prometeu. O WIRED testou a nova versão do assistente de voz, que faz parte do iOS 27 e é alimentado pelo Google Gemini, em um dia inteiro como turista em San Francisco. O resultado: um assistente conversacional, onipresente e genuinamente útil.

    Um Siri completamente diferente

    Esta versão do Siri — conversacional, onipresente e realmente útil — estava atrasada há anos. Na WWDC 2026, a Apple finalmente revelou como o assistente ganharia vida como parte do iOS 27. Agora, o Siri é altamente personalizado com base nas suas mensagens, fotos e e-mails. Ele também entende melhor perguntas e interage com aplicativos. Basicamente, não tem nada a ver com o Siri de antigamente.

    A evolução é marcante até mesmo nesta versão beta. Enquanto antes o Siri era uma experiência limitada e isolada, agora ele está integrado à barra de pesquisa do iPhone e aparece quando você desliza para baixo no meio da tela. Você pode conversar naturalmente ou digitar perguntas de acompanhamento — e todo o histórico fica salvo em um app dedicado.

    Google Gemini é o cérebro por trás do novo Siri

    A parceria da Apple com o Google é o motor principal desta reformulação. O Google Gemini agora alimenta o modelo subjacente do assistente, chamado de Apple Intelligence. O resultado é um Siri mais sintonizado com o que você está procurando, em vez de apenas sugerir links de sites.

    Quando o repórter do WIRED perguntou genericamente “O que devo fazer hoje?”, o Siri vasculhou as mensagens recentes e destacou planos que ele havia começado a discutir com amigos mas nunca finalizou — uma capacidade de personalização que nenhum outro assistente oferece atualmente.

    Privacidade como prioridade

    Na WWDC 2026, a Apple repetidamente enfatizou sua abordagem de preservação de privacidade para o Siri AI. Como parte do Private Cloud Compute, a empresa afirma que não armazena dados dos usuários e só acessa informações quando você faz uma pergunta ao Siri. Usuários que não quiserem participar podem desativar o Siri AI nas configurações.

    Teste de campo: turista por um dia em San Francisco

    O repórter testou o Siri AI em um iPhone 16 Pro Max percorrendo pontos turísticos de San Francisco. Logo na primeira parada, na Golden Gate Bridge, ele abriu o app de câmera e tirou uma foto rápida da trilha — sem fazer nenhuma pergunta. O Siri respondeu automaticamente com um breve histórico do Cypress Tree Tunnel, reconhecendo os ciprestes de Monterey na imagem.

    Ao pedir recomendações de restaurantes para brunch, o Siri mostrou duas opções com avaliações online e direções no mapa para cada uma. Ele destacou um local como melhor para brunch tradicional com atmosfera aconchegante e outro como experiência mais retrô.

    Um dos momentos mais impressionantes: o repórter pediu ao Siri para encontrar fotos da última vez que foi à Costa Rica. O assistente localizou tudo de dois anos atrás e exibiu as imagens no app Siri.

    Automação e integração profunda

    O Siri AI também mostrou habilidades de automação. Quando o repórter pediu para tirar uma selfie, o assistente abriu o app de câmera, fez uma contagem regressiva e capturou a foto com a câmera frontal. Depois, enviou a imagem por mensagem para um contato específico — tudo por comando de voz.

    Mas ainda há arestas a aparar nesta versão beta. Em uma tentativa, o Siri incluiu “com uma” antes do emoji de caveira na mensagem, e em outra usou um emoji de escola. Também sugeriu enviar a mensagem para um contato chamado Adam — que o repórter garantiu não existir.

    Compatibilidade de dispositivos

    Nem todos os iPhones terão acesso completo ao Siri AI:

    • Recursos completos: apenas iPhone Air, iPhone 17 Pro e iPhone 17 Max
    • Compatível com limitações: todos os modelos iPhone 16 e iPhone 17
    • Compatível (mínimo): iPhone 15 Pro e Pro Max
    • Sem suporte: modelos anteriores

    O assistente também estará disponível em iPads, MacBooks, Apple Watch e até no Vision Pro.

    Um assistente utilitário, não um amigo sintético

    O que mais se destaca no novo Siri é seu tom utilitário e direto. Ele não tenta ser seu amigo sintético nem dizer o que você quer ouvir. É um assistente direto e objetivo, feliz em ajudar mas sem enrolação.

    Ao contrário do app do ChatGPT ou Claude, o Siri AI está integrado diretamente no iPhone, pronto para ir além de responder perguntas e começar a automatizar mais aspectos da experiência do usuário.

    Resta saber se os usuários de iPhone vão quebrar seus padrões atuais de uso e realmente reimaginar seus hábitos diários com o Siri AI quando ele finalmente chegar aos seus bolsos ainda este ano.


    Fonte: WIRED — Siri AI Hands On: A Smart, Helpful Assistant

  • Barret Zoph deixa a OpenAI novamente após apenas cinco meses

    Barret Zoph deixa a OpenAI novamente após apenas cinco meses

    OpenAI

    Barret Zoph, chefe de vendas enterprise da OpenAI, está deixando a empresa apenas cinco meses após seu retorno, segundo informações do The Verge.

    Zoph havia retornado à OpenAI em meados de janeiro, depois de uma passagem como cofundador e CTO da Thinking Machines Lab, a empresa concorrente fundada por Mira Murati, ex-CTO da OpenAI. Ao retornar, a OpenAI o colocou para liderar o avanço no setor enterprise — uma função estratégica importante, já que a empresa prometeu abandonar as chamadas “side quests” e focar em geradores de receita como enterprise e coding antes do IPO planejado.

    Uma saída conturbada

    A saída de Zoph carrega uma história complicada. Ele deixou a OpenAI originalmente no final de 2024 para se juntar à Thinking Machines Lab de Murati, mas saiu dessa posição abruptamente em janeiro de 2026 após relatos de má conduta envolvendo um relacionamento não revelado com uma colega. Murati publicou no X na época que a Thinking Machines Lab havia “se separado” de Zoph e que ele seria substituído como CTO.

    A Thinking Machines Lab tem suas próprias tensões com a OpenAI. Murati assumiu brevemente o cargo de CEO durante a remoção de Sam Altman em novembro de 2023 e, durante o recente julgamento da OpenAI, testemunhou que não podia confiar em tudo que Altman dizia.

    O vai e vem de talentos

    Quando Murati deixou a OpenAI em setembro de 2024 para fundar a Thinking Machines Lab, vários funcionários a seguiram. Mas três deles — incluindo Zoph, Luke Metz e Sam Schoenholz — retornaram juntos à OpenAI em janeiro deste ano. Fidji Simo, CEO de Aplicações da OpenAI, escreveu no X na época que estava “animada em receber Barret Zoph, Luke Metz e Sam Schoenholz de volta” e que a decisão “estava sendo trabalhada há várias semanas”.

    A OpenAI confirmou a saída de Zoph ao The Verge. Ele publicou uma mensagem de despedida nos canais do Slack da empresa, mas não respondeu a pedidos de comentário da imprensa.


    Esta movimentação acontece em um momento delicado para a OpenAI, que se prepara para seu IPO enquanto gerencia tensões internas e a concorrência crescente de startups fundadas por ex-executivos da casa.

  • Cannes Lions 2026: NVIDIA e parceiros transformam publicidade e marketing com IA

    Cannes Lions 2026: NVIDIA e parceiros transformam publicidade e marketing com IA

    O Cannes Lions 2026, que acontece entre 22 e 26 de junho na França, será palco de uma verdadeira revolução na publicidade. A NVIDIA e seus parceiros — incluindo AWS, Criteo, Higgsfield, Taboola e Alembic — vão mostrar como a inteligência artificial está transformando o marketing e a publicidade, levando o setor da era digital para a era das operações autônomas com IA.

    “A era digital deu velocidade à indústria de publicidade e marketing; a era da IA está dando operações autônomas.”

    Inteligência de decisão em escala empresarial

    A plataforma de IA causal Alembic resolve um dos maiores desafios das empresas: provar quais iniciativas de marketing realmente geram crescimento, em vez de apenas reportar o que aconteceu.

    Modelar causalidade real simultaneamente em cada canal, mercado e audiência exige uma infraestrutura de IA capaz de processar datasets enormes em rápida mudança — e é aí que entram os sistemas NVIDIA DGX Vera Rubin NVL72.

    A Alembic será a primeira empresa de IA causal a usar NVIDIA DGX Vera Rubin SuperPODs para modelagem causal em escala empresarial. Com isso, executivos terão uma fonte única de verdade sobre o que realmente gerou resultados de negócio — e onde o capital está sendo desperdiçado.

    Lances inteligentes em velocidade de leilão

    Para anunciantes, veicular anúncios e recomendações relevantes em bilhões de transações diárias exige IA rápida, precisa e barata o suficiente para rodar em escala.

    A AWS está integrando infraestrutura de nuvem, modelos fundacionais e computação acelerada por GPUs NVIDIA em uma stack coesa para a indústria de adtech. Usando o NVIDIA Triton Inference Server, a AWS oferece inferência de deep learning rápida o suficiente para caber dentro das janelas de leilão em tempo real.

    A Criteo — uma das maiores redes de recomendação em publicidade digital — conseguiu um aumento de aproximadamente 2x na velocidade de treinamento de seus modelos em GPUs NVIDIA Blackwell, usando a biblioteca aberta NVIDIA cuEmbed. Essa eficiência já libera cerca de 17.000 horas de GPU por ano.

    A Taboola está usando GPUs NVIDIA para alimentar o DeeperDive, seu mecanismo de respostas com IA, e estendendo essa infraestrutura para plataformas de IA e chatbots que podem gerar receita com publicidade.

    Agentes de IA no fluxo de marketing

    Agentes de IA estão agindo cada vez mais como colegas de trabalho digitais, assumindo tarefas de longa duração em planejamento, execução e otimização. Mas para serem usados em escala empresarial, precisam de controles adequados: salvaguardas de segurança, auditabilidade e permissões baseadas em papéis.

    O NVIDIA Agent Toolkit, que inclui os blueprints NVIDIA NemoClaw e o runtime seguro NVIDIA OpenShell, fornece exatamente esses controles.

    A Higgsfield AI, plataforma de geração de vídeo e imagem com IA, oferece agentes do Higgsfield Supercomputer que gerenciam todo o ciclo de vida da automação de marketing: da ideação da campanha ao planejamento, produção criativa, publicação e otimização autônoma — tudo em uma única interface. Os agentes orquestram grandes modelos de linguagem junto com mais de 35 modelos de imagem, áudio e vídeo, incluindo os modelos proprietários Soul e Soul 2.0, construídos sobre a arquitetura NVIDIA Blackwell.

    Por que isso importa

    O Cannes Lions 2026 marca um ponto de inflexão para o marketing digital. A pergunta não é mais se as empresas devem adotar IA, mas se sua infraestrutura consegue suportar a velocidade e a escala que a indústria exige. A NVIDIA está mostrando que a resposta passa por computação acelerada, IA causal e agentes autônomos trabalhando juntos.

  • Quem decide quando a IA é perigosa demais? O caso Anthropic Fable 5

    Quem decide quando a IA é perigosa demais? O caso Anthropic Fable 5

    O governo dos Estados Unidos impôs controles de exportação sobre o Fable 5, novo modelo de IA da Anthropic — e a empresa respondeu tirando tudo do ar. O episódio, que mistura segurança nacional, regulação de inteligência artificial e tensões com a administração Trump, revela o caos por trás da pergunta que ninguém sabe responder: quem decide quando uma IA é perigosa demais?

    O que aconteceu

    Na sexta-feira, 13 de junho de 2026, menos de uma semana após a Anthropic lançar o Fable 5 ao público, o governo americano anunciou controles de exportação sobre o novo modelo e sobre o Mythos — o modelo-base que alimenta o Fable. As restrições impedem que cidadãos estrangeiros, mesmo aqueles que trabalham na Anthropic dentro dos Estados Unidos, acessem esses modelos.

    A resposta da Anthropic foi drástica: tirou tanto o Fable quanto o Mythos do ar para todos os usuários. A empresa afirmou que não conseguiria restringir o acesso e cumprir a ordem de forma razoável. Se você abrir o Claude hoje, verá a mensagem: “Fable 5 is currently unavailable.”

    A grande ironia

    A Anthropic passou anos argumentando que a IA poderia em breve se tornar poderosa o suficiente para ser perigosa — e que o governo precisava começar a regular a IA seriamente, quanto antes melhor.

    Agora que a regulação chegou, a Anthropic não está gostando nem um pouco de como está sendo feita.

    O episódio levanta questões profundas: o regime regulatório de IA dos EUA será uma estrutura séria de segurança, ou apenas mais uma arma para a Casa Branca usar contra empresas que não se alinham com o governo Trump?

    O que são Mythos e Fable

    O Mythos é o modelo-base que alimenta tanto o Mythos 5 quanto o Fable 5. Quando a Anthropic lançou o Mythos Preview em abril, a empresa fez um marketing pesado: descreveu o modelo como uma potencial ciberarma, capaz de realizar tarefas ofensivas de segurança cibernética no nível de especialistas humanos.

    Já o Fable 5 é a versão “domada” do Mythos — com mais salvaguardas e restrições de segurança. É o modelo que o público pode usar.

    Por que isso importa

    Este caso é um marco para a governança de IA nos Estados Unidos. Pela primeira vez, o governo usou controles de exportação para restringir um modelo de IA de uma empresa americana. As implicações vão muito além da Anthropic:

    • Precedente para outras empresas: OpenAI, Google DeepMind e Meta estão observando
    • China e outros países: estão atentos para ver se a regulação americana é sobre segurança ou sobre controle político
    • Startups de IA: podem enfrentar incerteza regulatória ao lançar modelos poderosos

    O podcast Decoder, do The Verge, entrevistou Hayden Field, repórter sênior de IA, que detalhou toda a cronologia dos eventos — desde o anúncio de sexta-feira até as negociações do fim de semana que, até terça-feira (17 de junho), ainda não haviam chegado a uma resolução.

    O que esperar

    A situação continua em aberto. O Fable 5 segue offline e não há previsão de quando voltará. Mas uma coisa é certa: o debate sobre quem decide quando uma IA é perigosa demais está longe de terminar — e a cada novo lançamento de modelo, essa pergunta voltará com ainda mais força.

  • Google DeepMind publica roadmap de segurança para agentes de IA

    Google DeepMind publica roadmap de segurança para agentes de IA

    O Google DeepMind acaba de publicar seu AI Control Roadmap, um framework abrangente de “defesa em profundidade” para gerenciar agentes de IA cada vez mais capazes — mesmo quando o alinhamento é imperfeito. O anúncio vem acompanhado do documento técnico “Three Layers of Agentic Security”, direcionado a legisladores e à indústria.

    O problema: agentes de IA podem agir de forma inesperada

    Agentes de IA estão transformando setores inteiros — da defesa cibernética à descoberta científica. Só nos EUA, a estimativa é de que agentes de IA gerem US$ 2,9 trilhões em valor econômico até 2030. Mas conforme esses sistemas ganham autonomia para executar tarefas complexas, os riscos também aumentam.

    A premissa do roadmap é clara e cautelosa: e se um agente de IA altamente capaz não estiver alinhado com nossos objetivos e agir de forma inesperada?

    Três pilares do AI Control Roadmap

    O framework do DeepMind se apoia em três áreas:

    1. Modelagem de ameaças: tratando agentes de IA não confiáveis como potenciais “ameaças internas” (insider threats), usando o padrão MITRE ATT&CK adaptado para IA. Isso permite rastrear riscos metodicamente e simular ataques para testar as defesas.

    2. Mitigações de controle: implantação de barreiras como segmentação de rede, sandboxing e privilégio mínimo. O sistema concede permissões baseadas em comportamento verificado — uma abordagem de “confiança incremental”.

    3. Monitoramento contínuo: medição de três métricas críticas: cobertura (tráfego monitorado), recall (comportamentos indevidos detectados) e tempo de resposta.

    Um milhão de trajetórias analisadas

    A equipe do DeepMind já construiu um protótipo interno que analisa um milhão de tarefas de agentes de código, classificando eventos suspeitos contra a taxonomia de ameaças do roadmap. Os dados revelam algo importante: a maioria dos alertas não vem de intenção maliciosa, mas de má interpretação ou excesso de zelo do agente para atingir o objetivo do usuário.

    “Entender essas nuances é fundamental para refinar nossos protocolos de segurança”, afirma o time.

    O sistema já está em uso para monitorar o Gemini Spark agent em tempo real, respondendo a problemas emergentes como exclusão acidental de dados.

    Um chamado à colaboração

    O DeepMind defende que a segurança de agentes é uma responsabilidade compartilhada entre indústria, legisladores e academia. O documento “Three Layers of Agentic Security” detalha como melhorar a segurança em três níveis: agentes individuais, sistemas multiagentes e resiliência do ecossistema.

    A analogia usada pelos pesquisadores é simples e poderosa: “Pense em um instrutor de direção com controle duplo. O instrutor confia no aluno, mas está pronto para assumir o volante ou frear se algo der errado.”

  • França Avança o Futuro da IA na Europa com Tecnologias NVIDIA

    França Avança o Futuro da IA na Europa com Tecnologias NVIDIA

    Um ano após anunciar planos ambiciosos no VivaTech em Paris, a França está transformando suas ambições de inteligência artificial em realidade concreta. Com novos data centers, modelos abertos e plataformas industriais entrando em operação, o país se consolida como um dos polos mais ativos de desenvolvimento de IA na Europa.

    Infraestrutura de IA Francesa Toma Forma

    A França está ganhando momento. Bilhões em investimentos através do programa France 2030, do AI Action Summit de 2025 e do Choose France Summit estão reforçando a posição do país como um dos principais destinos europeus para infraestrutura de IA.

    A Mistral, startup francesa de IA, está construindo um novo data center de 44 megawatts em Bruyères-le-Châtel, no norte da França. Sua primeira implantação já está operacional com 18.000 sistemas NVIDIA GB200 — a base para o plano de 200 megawatts de capacidade de computação na Europa até 2027.

    A plataforma NVIDIA Blackwell foi projetada para ajudar AI factories a maximizar o rendimento dentro de orçamentos fixos de energia, combinando silício de maior desempenho por watt com recursos de software que aumentam a produtividade do data center.

    A Mistral também está colaborando com o banco público francês Bpifrance, a empresa de investimentos MGX e a NVIDIA para expandir o Campus AI, uma rede de AI factories ancorada por uma instalação planejada de 1,4 gigawatts — uma das maiores da Europa.

    Outros players também estão avançando:

    • A Scaleway, provedora europeia de nuvem pública, agora oferece instâncias NVIDIA Blackwell B300-SXM
    • Bull e Foxconn anunciaram a produção do NVIDIA Vera Rubin NVL72 na Europa, com sistemas fabricados na República Tcheca e montados em Angers, França
    • Um consórcio de oito empresas francesas apresentou proposta para sediar uma gigafactory europeia de IA na França
    • A Schneider Electric fez parceria com a NVIDIA para desenvolver blueprints para AI factories em escala de gigawatts

    Modelos Abertos Impulsionam o Desenvolvimento

    O ecossistema francês está produzindo modelos, datasets e plataformas adaptados a idiomas locais, contexto cultural e requisitos regulatórios europeus.

    Pierre-Carl Langlais, CTO da Pleias, destacou no VivaTech: “O que vemos agora é uma mudança de construir um modelo isolado para executar infraestrutura contínua de modelos, onde modelos treinam os próximos modelos, curam dados, geram ambientes sintéticos e verificam aprendizado por reforço.”

    O NVIDIA Nemotron está avançando com modelos abertos, datasets e playbooks. A Mistral, membro fundador da NVIDIA Nemotron Coalition, está contribuindo com expertise em desenvolvimento de modelos e capacidades multimodais.

    Outros projetos importantes:

    • LINAGORA: construindo modelos multilingues (família Luciole: 1B, 8B e 23B) com foco no idioma francês, treinados no supercomputador Jean-Zay
    • H Company: desenvolvendo Holotron, agentes de IA que interagem com qualquer interface de software como um humano faria
    • Pleias: criou datasets sintéticos com preservação de privacidade (Nemotron-Personas-France e Nemotron-Personas-Belgium)

    IA em Produção: Resultados Concretos

    A transição de piloto para produção é a história definidora do último ano. Empresas francesas de todos os setores estão usando IA para aumentar eficiência, qualidade e velocidade:

    • Sanofi: implantando agentes de IA em toda a cadeia de valor — da pesquisa e fabricação a compras e TI
    • Orange Business: plataforma Live Intelligence com mais de 100.000 usuários ativos internos, agora disponível como solução de IA agêntica para empresas europeias
    • Stellantis: iniciativa de gêmeos digitais com IA em sua rede global de manufatura
    • Dassault Systèmes: combinando gêmeos virtuais com infraestrutura de IA em sua plataforma 3DEXPERIENCE
    • TotalEnergies: construindo o supercomputador Pangea 5 com Dell e NVIDIA para pesquisa sísmica e simulação
    • L’Oréal: usando sua plataforma CreAltech para combinar IA generativa e gêmeos digitais 3D na produção de conteúdo

    A trajetória da França passou de anunciar ambições de IA para implantar a infraestrutura, os modelos e as aplicações necessárias para realizá-las. As fundações estão no lugar. O que será construído sobre elas está apenas começando.


    O VivaTech 2026 acontece em Paris de 17 a 20 de junho.

  • Reino Unido Vai Escanear Rostos de Solicitantes de Asilo para Verificação de Idade — Mesmo Sabendo que a Tecnologia É Falha

    Reino Unido Vai Escanear Rostos de Solicitantes de Asilo para Verificação de Idade — Mesmo Sabendo que a Tecnologia É Falha

    A partir do próximo ano, o governo britânico planeja introduzir a estimativa facial de idade — onde uma IA escaneia seu rosto e sugere quantos anos você tem — para ajudar a determinar a idade de solicitantes de asilo que chegam à fronteira do Reino Unido. A medida é considerada a primeira vez que um sistema de estimativa facial de idade (FAE, na sigla em inglês) é usado dessa forma.

    Uma investigação da WIRED e Lighthouse Reports, em colaboração com o The Independent, obteve um relatório interno do governo do Reino Unido detalhando seus testes de tecnologias FAE. Os resultados mostram como os sistemas regularmente confundem crianças com adultos e contêm sérios problemas de viés, que impactam diretamente o maior grupo de migrantes sujeitos a avaliações de idade em 2025.

    Os Números Alarmantes

    O documento vazado do Home Office detalha o “melhor” dos sete algoritmos de estimativa facial de idade testados no ano passado. As descobertas são preocupantes:

    • O sistema teve desempenho significativamente pior ao estimar idades de africanos subsaarianos comparado a outros grupos
    • Para mulheres subsaarianas, a idade estimada pelo sistema errou em média 4,6 anos — o que significa que uma menina de 13,5 anos poderia ser avaliada como adulta de 18 anos
    • Africanos subsaarianos são o maior grupo de migrantes entrando no Reino Unido pelo Canal da Mancha e tiveram mais avaliações de idade questionadas em 2025
    • O relatório concluiu que as taxas de precisão dos algoritmos seriam ainda piores na prática, já que os testes usaram fotos de alta qualidade — enquanto fotos tiradas em pontos de entrada são “rotineiramente piores”

    Tim Cole, professor emérito de estatística médica no University College London e ex-membro do comitê científico que assessorava o Home Office, descreve os escaneamentos faciais como “terrivelmente imprecisos”.

    O comitê foi dissolvido pelo Home Office enquanto explorava a introdução da IA. “Estávamos ansiosos para destacar as inadequações da estimativa facial de idade, mas essa oportunidade não nos foi apresentada, e então o comitê foi encerrado”, afirma Cole.

    Viés Sistêmico e Riscos

    Anos de resultados de testes do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA (NIST) mostraram que a precisão dos sistemas FAE frequentemente depende da raça da pessoa analisada e da qualidade das fotos. Imagens de baixa qualidade — como as tiradas em más condições de iluminação — podem reduzir drasticamente o desempenho.

    A análise da WIRED e Lighthouse Reports de dados públicos sobre os sistemas da empresa alemã Cognitec — para quem o governo britânico pagou mais de US$ 400.000 em maio — descobriu que o sistema classificou incorretamente o dobro de adolescentes de 16 anos como tendo 18 anos ou mais quando testado em fotos de baixa qualidade de fronteiras, comparado a fotos de visto de alta qualidade.

    “Crianças Não Deveriam Ser Cobaias”

    Martha Dark, co-diretora executiva do grupo de direitos Foxglove, declarou: “Crianças que buscam asilo frequentemente sofreram traumas inimagináveis. Elas não deveriam ser cobaias de tecnologia experimental que tem imprecisão e viés racista incorporados.”

    A Foxglove, junto com outras 61 organizações, enviou uma carta aberta ao governo britânico pedindo que o Home Office abandone os planos de usar a ferramenta.

    O Que Diz o Governo

    Um porta-voz do Home Office afirmou que o escaneamento facial é projetado para ser uma ferramenta “adicional” para oficiais de fronteira e não “substituirá ou se sobreporá ao julgamento humano”. Contudo, o governo não respondeu a perguntas sobre como planeja usar a tecnologia em ambientes reais.

    “Em casos de incerteza”, disse o porta-voz, “os indivíduos serão sempre tratados como crianças até que uma avaliação adicional seja conduzida.”

    Especialistas temem que qualquer uso da tecnologia FAE nas fronteiras será desumanizante para as pessoas impactadas e pode se normalizar entre os funcionários. “Com o tempo, há um risco real de que isso se torne enraizado”, alerta Anna Bacciarelli, pesquisadora sênior da Human Rights Watch.


    A implantação do sistema foi adiada para 2027. O Home Office diz que usará a “tecnologia de IA de ponta” para “reprimir alegações falsas” com o objetivo de impedir que “adultos tentem burlar o sistema”.

  • Meta lança busca com IA baseada em posts do Facebook

    Meta lança busca com IA baseada em posts do Facebook

    A Meta acaba de lançar o AI Mode, um novo modo de busca com inteligência artificial dentro do aplicativo do Facebook. A novidade transforma a barra de pesquisa da rede social em uma ferramenta que responde perguntas complexas usando como fonte posts públicos do Facebook, Grupos e Reels do Instagram.

    A ideia é ambiciosa: em vez de mostrar links, o AI Mode gera respostas sintetizadas a partir do conteúdo postado por usuários. A Meta sugere usos como planejamento de viagens e descoberta de eventos locais — “escapadas de verão perto de mim” foi o exemplo usado no comunicado oficial.

    Funciona, mas nem sempre

    A jornalista Allison Johnson, do The Verge, testou a ferramenta e encontrou resultados mistos. Para recomendações genéricas como destinos de verão, o AI Mode trouxe sugestões razoáveis — ainda que acompanhadas de um mapa gerado por IA que colocava cidades em locais errados.

    Quando as perguntas ficaram mais específicas, os problemas apareceram. Ao perguntar sobre atividades para o fim de semana, a IA sugeriu nadar na piscina comunitária — mas avisou que estaria fechada, citando um post do Facebook da própria piscina. Ao verificar a fonte, o post simplesmente não existia e a piscina estaria aberta normalmente. Alucinação clássica.

    Desinformação resistente (quase)

    O teste incluiu tentativas de extrair desinformação do sistema. A IA não caiu em perguntas sobre vacinas causando autismo, quem fez o 11 de setembro ou fraude eleitoral nos EUA. Mas, questionada se os manifestantes de 6 de janeiro no Capitólio eram “patriotas”, produziu uma justificativa teórica duvidosa — algo que “aquele seu tio esquisito postaria no Facebook”. Uma pergunta seguinte foi bloqueada com “não posso ajudar com isso”.

    Ferramenta útil ou pesadelo?

    O AI Mode está disponível como opção na busca do app do Facebook. A curadoria de conteúdo depende do que as pessoas postam — e isso inclui desde grupos de bairro úteis até teorias da conspiração. A Meta aposta que consegue filtrar o ruído. Por enquanto, o resultado é uma ferramenta com potencial genuíno, mas que ainda tropeça nos mesmos problemas de confiabilidade que afligem outras IAs de busca.

    Fonte: The Verge

  • Governo Trump defende xAI em processo ambiental e alega que Grok é ‘vital’ para segurança nacional

    Governo Trump defende xAI em processo ambiental e alega que Grok é ‘vital’ para segurança nacional

    O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) interveio em um processo ambiental contra a xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, alegando que o modelo Grok é “vital” para operações militares americanas — incluindo ataques recentes ao Irã. É a primeira vez que o governo dos EUA classifica publicamente um modelo de IA comercial como infraestrutura crítica de segurança nacional.

    O processo da NAACP

    Em abril de 2026, a NAACP processou a xAI por operar turbinas a gás metano sem licença ambiental no data center Colossus 2, em Southaven, Mississippi. As turbinas emitem poluentes, produtos químicos perigosos e material particulado fino. Memphis, cidade vizinha, é uma das capitais da asma nos EUA — ficou em segundo lugar em visitas de emergência relacionadas à asma em 2024, segundo a Asthma and Allergy Foundation of America.

    A situação se agravou quando o Southern Environmental Law Center (SELC) obteve emails mostrando que a xAI adicionou ainda mais turbinas após o início do processo, elevando o total de 27 para 57 turbinas operando sem licenciamento.

    A intervenção do DOJ

    Na segunda-feira (16 de junho de 2026), o DOJ apresentou uma moção pedindo que o tribunal rejeitasse o processo. No documento, o departamento argumentou que interromper as turbinas da xAI “ameaça a segurança nacional, econômica e energética americana ao tentar cortar o fornecimento de energia para inovação em inteligência artificial que apoia as operações militares do Departamento de Guerra”.

    O DOJ revelou que apenas quatro modelos de IA suportam operações de missão crítica em redes classificadas como Secret e Top-Secret — e o Grok é um deles.

    Grok em operações militares

    Cameron Stanley, diretor de IA do Departamento de Defesa, apresentou uma declaração separada detalhando que o modelo Grok Gov foi usado em ataques recentes contra o Irã. “Interromper as turbinas que alimentam o data center ameaça diretamente interesses contínuos de segurança nacional”, afirmou.

    Implicações

    O caso levanta questões profundas sobre a intersecção entre IA, infraestrutura militar e regulação ambiental. De um lado, comunidades locais sofrem os impactos da poluição descontrolada. Do outro, o governo alega que a própria segurança nacional depende dessas mesmas operações.

    A decisão do tribunal — ainda pendente — pode estabelecer um precedente sobre até que ponto empresas de IA podem operar fora das regulamentações ambientais quando seus produtos são considerados “vitais” para o Estado.

    Fonte: Engadget