Um grupo de hackers norte-coreanos, considerado mediano em habilidades técnicas, tem utilizado ferramentas de inteligência artificial (IA) para aprimorar suas operações cibernéticas e roubar até US$ 12 milhões em criptomoedas em apenas três meses. A descoberta foi feita pela empresa de segurança Expel, que revelou o funcionamento dessa campanha e o papel fundamental da IA em cada etapa do ataque.
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O que é o grupo HexagonalRodent e como a IA foi usada
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O grupo, identificado como HexagonalRodent e apoiado pelo Estado norte-coreano, realizou ataques direcionados a desenvolvedores de pequenas startups de criptomoedas, projetos de NFTs e iniciativas Web3. A estratégia envolvia a criação de sites falsos para empresas fictícias, usados em esquemas de phishing, e o envio de ofertas de emprego fraudulentas para as vítimas.
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Ao receber a proposta, o alvo era instruído a baixar e executar um teste de codificação infectado com malware, que roubava credenciais e, em alguns casos, acessava chaves de carteiras digitais.
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Segundo Marcus Hutchins, pesquisador de segurança que identificou o grupo, a inteligência artificial foi utilizada para “vibe code” — expressão que descreve o uso de IA para gerar o código malicioso, criar sites falsos e construir toda a infraestrutura da campanha. Ferramentas comerciais de IA dos EUA como OpenAI, Cursor e Anima foram empregadas para esses fins.
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Características do malware e evidências de criação por IA
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Uma análise do malware revelou que o código estava repleto de comentários em inglês e emojis, algo incomum para programadores norte-coreanos, mas típico de códigos gerados por grandes modelos de linguagem. Esses detalhes ajudaram a identificar o uso de IA na elaboração do software malicioso.
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Apesar da simplicidade do grupo, os ataques foram eficazes porque muitos alvos não possuíam ferramentas tradicionais de segurança, como sistemas de detecção e resposta em endpoints (EDR), que poderiam identificar o malware.
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Impacto prático e a escalada do uso de IA no cibercrime norte-coreano
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O uso da IA permitiu que hackers com pouca habilidade técnica realizassem ataques complexos e lucrativos, ampliando a capacidade operacional do grupo. Estima-se que até 31 indivíduos participaram da campanha HexagonalRodent, beneficiados pela automação e rapidez proporcionadas pelas ferramentas de IA.
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Além disso, o governo norte-coreano tem incentivado o uso da IA para fins cibernéticos, inclusive com a criação do Research Center 227, focado no desenvolvimento de ferramentas de hacking baseadas em IA.
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Pesquisadores apontam que a IA tem sido usada para diversas funções, como criação de identidades falsas, aprimoramento do inglês para engenharia social, geração de exploits, desenvolvimento de websites falsos e até mesmo deepfakes para entrevistas fraudulentas.
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Resposta das empresas de IA e desafios para a cibersegurança
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Empresas como OpenAI, Cursor e Anima já bloquearam o acesso dos hackers às suas plataformas e colaboram com investigações para impedir o uso malicioso dessas tecnologias. OpenAI afirmou que suas ferramentas não concedem “capacidades inéditas”, mas reconhece que aceleram e ampliam a escala dos ataques.
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Especialistas em segurança alertam que o foco deve estar em enfrentar as ameaças reais e atuais facilitadas pela IA, em vez de se preocupar exclusivamente com cenários futurísticos de ataques automáticos avançados.
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O que isso significa para empresas e usuários
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O caso HexagonalRodent evidencia a necessidade urgente de adoção de medidas robustas de segurança cibernética, especialmente para organizações que lidam com criptomoedas e projetos digitais emergentes. Ferramentas tradicionais de proteção, conscientização sobre phishing e monitoramento constante são essenciais para mitigar esses riscos.
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Além disso, o episódio reforça a importância de acompanhar a evolução das tecnologias de IA e seus usos maliciosos para desenvolver estratégias eficazes de defesa.
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Links úteis
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