O Google lançou o Fitbit Air, uma pulseira fitness de US$ 99 que aposta na inteligência artificial como diferencial. O dispositivo, analisado pelo The Verge em 23 de junho de 2026, traz o Google Health Coach — um chatbot baseado no Gemini que promete ser o melhor assistente de saúde com IA já testado em wearables, embora ainda exija bastante paciência do usuário.
O Fitbit Air é, antes de tudo, um bom rastreador básico. A jornalista Victoria Song, que testou o aparelho por um mês, relata ter carregado a bateria apenas três vezes no período. “Raramente sinto o dispositivo no pulso. Ele dura muito tempo e carrega rapidamente”, escreveu. O aparelho oferece métricas como frequência cardíaca em repouso, variabilidade da frequência cardíaca, oxigênio no sangue, estágios do sono e carga cardiovascular.
O coach de IA que quase funciona
O grande destaque — e também o ponto mais polêmico — é o Google Health Coach. Toda manhã, o assistente analisa as métricas de sono e prontidão do usuário e sugere o que fazer no dia. Ele pode responder perguntas sobre saúde, interpretar tendências dos dados e até gerar planos de treino personalizados.
Porém, a experiência de qualidade tem um preço: esforço. Song relata ter passado cinco a seis horas configurando o coach — detalhando metas de 3, 6, 9 e 12 meses, enviando uma década de histórico médico e digitando manualmente resultados de exames de sangue. “Isso foi além do tedioso, especialmente quando o coach parecia esquecer meu contexto”, contou.
O Health Coach já foi testado por quase 500 mil pessoas desde outubro de 2025, e o Google recebeu mais de um milhão de pontos de feedback antes de lançar uma versão aprimorada. O chatbot agora é 30% menos falante e cita fontes — muitas delas estudos clínicos ou publicações respeitáveis.
Duas experiências no mesmo hardware
O ponto mais inteligente do Fitbit Air, segundo a análise, é que ele oferece dois caminhos completamente diferentes. Quem quiser um rastreador fitness tradicional pode simplesmente pagar os US$ 99 pelo hardware e usar o monitoramento básico gratuito, sem nunca interagir com o coach de IA. Já quem quiser explorar o assistente pode assinar o Google Health Premium por US$ 99 anuais — que inclui três meses de teste gratuito.
O Health Coach não é exclusivo do Air: Pixel Watches também têm acesso, e o Google planeja expandir para wearables de terceiros. O recurso de upload de registros médicos exige verificação de identidade via CLEAR, o mesmo sistema usado em aeroportos americanos.
“O Air é o wearable mais inteligente que o Google lançou desde a aquisição da Fitbit”, concluiu Song. “Adicione o preço acessível e a opção de ignorar o chatbot de IA, e você tem um gadget que agrada tanto aos amantes quanto aos críticos da IA.”
Fonte: The Verge


