A deputada Anna Paulina Luna (Republicana da Flórida) negou que sua equipe tenha usado inteligência artificial para redigir o texto de uma emenda ao orçamento de defesa dos Estados Unidos. A controvérsia começou quando usuários do X (antigo Twitter) compartilharam capturas de tela de um resumo da emenda que continha a frase “Claude respondeu:” — uma referência clara ao assistente de IA da Anthropic.
“NENHUMA legislação é redigida com IA”
Luna inicialmente confirmou o uso de IA, dizendo que “a equipe usou IA para corrigir um texto de rascunho e não editou”. Depois que usuários começaram a especular que sua equipe estaria usando a tecnologia para escrever projetos de lei, ela editou a resposta: “Sim, minha equipe usou IA para verificação ortográfica/gramatical do RESUMO da emenda, não do texto real da emenda”.
Em uma postagem seguinte, Luna foi enfática: “NENHUMA Legislação é redigida com IA. Todo texto de lei da Câmara vem do House Legislative Council, que é proibido de usar IA. A captura de tela que você está referenciando é um resumo de IA do projeto que também é usado para correção ortográfica, vamos lá 🤣”.
IA no governo: tendência global
O episódio é o mais recente de uma série de casos em que o uso de IA generativa aparece em contextos governamentais inapropriados. Nos últimos anos, juízes flagraram advogados usando chatbots de IA para redigir petições repletas de citações falsas. No Brasil, vereadores de uma cidade aprovaram sem saber um decreto escrito pelo ChatGPT. O deputado estadual do Arizona Alexander Kolodin já admitiu abertamente usar ChatGPT para redigir legislação em nível estadual.
À medida que ferramentas como Claude, ChatGPT e outras se tornam onipresentes no ambiente de trabalho, a linha entre “assistência” e “redação” segue cada vez mais turva — especialmente em contextos onde a precisão é crítica, como na elaboração de leis e documentos oficiais.
Fonte: The Verge









